sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

ACTIVIDADES PEDAGÓGICAS ON-LINE

TEMA: Ferramentas de desencarceramento
OBJECTIVOS: No final da actividade os formandos devem:
- Distinguir os dois grandes agrupamentos de ferramentas
- Identificar todas as ferramentas
- Referir aplicações para cada ferramenta
- Conhecer as limitações impostas a cada ferramenta
PÚBLICO ALVO: Alunos dos cursos de formação de praças OPSAS
TÉCNICA: Fórum
MATERIAIS DIDÁCTICOS: Apresentação power- point sobre o tema, dividida em quatro partes
http:// www.holmatro.nl
http:// www.lukas.de
http:// www.icet.nl
http:// www.enb.pt
CRONOGRAMA: Dia 1 – Contacto com a parte 1 e 2 da apresentação
Dia 2 - Contacto com a parte 3 e 4 da apresentação
Dia 3 – Consulta dos sites indicados
Dia 4 – Colocação no fórum dos trabalhos referentes às aplicações, limitações e identificação das ferramentas de desencarceramento.
INSTRUÇOES: Cada formando deverá colocar no fórum um trabalho referindo quatro ferramentas de accionamento hidráulico; elaborar uma lista de aplicações para cada, e associar-lhe uma limitação de utilização.
Todos os formandos devem consultar os sites acima indicados, ler os trabalhos dos restantes camaradas, e no site da holmatro visionar os vídeos existentes.
Para qualquer esclarecimento devem usar o fórum.

Psicologia da aprendizagem

1º ponto

Concordo com o método dos nove passos de Gagne uma vez que não difere muito do que me foi ensinado, e que uso quase na totalidade da sequência embora com outras designações. De facto podemos usá-lo como um guia, até que não apareça outro que o supere ou melhor se adapte. Mas como guia que é, poderá ter ajustes ao nível do famoso plano de sessão.

2º ponto

Durante a minha actividade como formador tenho seguido um processo muito próximo do referido, uma vez que assim aprendi.

GAGNE - EFI

Atenção – Motivação

A pré disposição para o tema é algo que me esforço sempre por trazer para a sessão, pois sem motivação a aula pode não fluir como o desejado.

Objectivos - Objectivos

Penso que é difícil atingir metas sem traçar objectivos. Os objectivos se não forem colocados à disposição dos alunos, mais cedo ou mais tarde irá de certeza haver algum na turma que vai perguntar : De tudo o que disse o que é que é mais importante, ou o que é que é preciso saber, o que é que é preciso saber fazer.

Recordação – Ligação com a aula anterior

Ao longo da minha actividade optei por não ter sempre esta sequência. Quando início um tema novo encaixo nesta posição, mas quando a sessão dá continuidade a outra coloco a ligação com a aula anterior antes dos objectivos.

Informação - Desenvolvimento

Esta fase de transmissão de conhecimentos não revela diferenças.

Guiar a aprendizagem - …………….

Englobo-o no ponto anterior, através do feedback com a turma.

Aliciar à prática – Remotivação

Em aulas práticas não há dúvidas quanto à sua colocação em execução, mas em aulas teóricas o estímulo / remotivação tem que ser verbal, uso por exemplo: a partir deste momento possuem conhecimentos para desempenhar, enfrentar …

Dar feedback – Consolidação

Durante a fase de consolidação deixo espaço para a participação dos alunos, destacando a aquisição do novo conhecimento.

Avaliação - Avaliação

Fase muito importante porque não só avalia os alunos como em minha opinião também avalia o formador. Aqui poderá perceber se as aulas estão a ser bem conduzidas, se é necessário alterar algo, dedicar mais tempo a uma determinada fase do desenvolvimento, explicar melhor determinado assunto, etc..

Uma aula que gostei

Corriam os finais dos anos oitenta quando assisti uma das aulas mais aliciantes da minha vida. Aliciante e marcante porque teve todos os ingredientes que não devem faltar a uma aula, e esses ingredientes estavam todos na proporção correcta.
A aula era dedicada ao tema, oxigénio a bordo de aeronaves. Começou o instrutor por fazer uma belíssima motivação alusiva à aventura do homem querer voar cada vez mais alto, tal proeza nos primórdios da aviação mostrava-se inexequível devido à diminuição da concentração de oxigénio, e também à diminuição do valor da pressão atmosférica. A solução estava prestes a aparecer, e consistia na colocação de oxigénio a bordo das aeronaves, que afinal era o tema da aula. Dá-se início ao desenvolvimento do tema em tranches, (oxigénio gasoso alta e baixa pressão, oxigénio líquido, tabelas de equivalências) prosseguindo todos os trâmites a que deve obedecer uma aula, nunca faltando o feedback com os alunos, assegurando-se sempre o instrutor que a matéria estava a ser convenientemente assimilada por todos. Sempre que detectava dificuldades na retenção da matéria por parte de algum aluno, este instrutor não prosseguia com a mesma, o que não acontecia com outros instrutores em funções na época e que para alguns alunos era um factor desmotivante. A minha atenção, interesse, entusiasmo e satisfação nesta aula era tal, que não me importava de ter sempre tempos desta índole, pois realmente não se revelava absolutamente maçuda e tinha mais qualquer coisa que mexia comigo. E à medida que a aula decorria, com as sábias explicações do formador acerca de oxigénio gasoso e líquido assumia cada vez mais consciência da importância da mesma para a minha futura missão (instrutor), pois a partir dela era detentor de conhecimentos que podia partilhar no futuro, aos que me iriam escutar.
Depois dos conhecimentos que me foram postos à disposição neste módulo, compreendo o meu querer perceber tudo o que era debitado naquela aula, andragogia em pleno.

Introdução dos CET na FAP

Após acabar o ensino primário no ano de 1972 esperava-me a entrada no ensino preparatório, e posteriormente o ensino secundário, como na altura eram designados.
A opção do ensino secundário contemplava o Liceu e a Escola Industrial e Comercial.
O esclarecimento acerca da diferença entre os cursos e respectivas saídas profissionais era muito escassa, pelos corredores do diz que disse ouvia-se dizer que para o Liceu ia quem queria ser professor, advogado, e para a Escola Industrial e Comercial ia quem queria seguir uma profissão mais virada para o mundo do trabalho “ na ferrugem “. E de facto das antigas Escolas Industriais e Comerciais saíram grandes técnicos na área da mecânica, electricidade, electrónica, entre outras. Não fui bafejado pela sorte de frequentar um qualquer curso ministrado na Escola Industrial e Comercial, não por falta de matrícula, mas porque entretanto se deu o 25 de Abril e deixou de haver diferença entre os cursos ministrados no Liceu ou na Escola como também era designada na altura.
Assim no meu restante percurso escolar fui sentindo um vazio, de que não sabia fazer nada de concreto, ou seja, sentia que sabia ler e escrever minimamente, que adquiria conhecimentos em diversas áreas que contribuíam e enriqueciam a minha cultura geral, mas que o mundo do trabalho não se iria contemplar só com isso.
Na Força Aérea encontrei uma formação especializada, isto é, aprendi a fazer qualquer coisa em concreto, que até no caso de não optar pelo Quadro Permanente me seria útil para concorrer no mercado de trabalho civil.
Assim não posso deixar de pensar se os nossos actuais cursos do C.F.M.T.F.A. e outros não têm uma quota parte de especialização tecnológica. Concerteza terão, e será uma questão de avaliação por uma equipa conjunta e independente que após análise de todos ou alguns dos cursos leccionados na Força Aérea, se pronunciará sobre a necessidade de introdução de mais alguma componente para que possamos também ter acesso ao nível quatro. Mas se nenhum dos cursos actuais se inserir no que atrás digo, partamos então para a introdução de alguns dos que estão em carteira no sítio da Universidade de Aveiro e/ou outros, por exemplo Instalações Eléctricas e Automação. E penso em automação porque hoje em dia é uma preciosa ajuda para a nossa bolsa e para o ambiente. Pelo que li e percebi nos documentos colocados à disposição estes cursos vão dar “ mãos para trabalhar “ tal como acontecia nas tão famosas Escolas Industriais e Comerciais. Haverá pois enorme vantagem em inserir estes cursos na Força Aérea uma vez que conferem nível bastante apetecido ( quatro ) e acesso ao Ensino Superior. No entanto também seria vantajoso para a Força Aérea dispor desta oferta de Cursos de Especialização Tecnológica pois assim veria certamente aumentar o número de candidatos para ingresso nas fileiras, e também o prestígio das suas Escolas e da Instituição.