Após acabar o ensino primário no ano de 1972 esperava-me a entrada no ensino preparatório, e posteriormente o ensino secundário, como na altura eram designados.
A opção do ensino secundário contemplava o Liceu e a Escola Industrial e Comercial.
O esclarecimento acerca da diferença entre os cursos e respectivas saídas profissionais era muito escassa, pelos corredores do diz que disse ouvia-se dizer que para o Liceu ia quem queria ser professor, advogado, e para a Escola Industrial e Comercial ia quem queria seguir uma profissão mais virada para o mundo do trabalho “ na ferrugem “. E de facto das antigas Escolas Industriais e Comerciais saíram grandes técnicos na área da mecânica, electricidade, electrónica, entre outras. Não fui bafejado pela sorte de frequentar um qualquer curso ministrado na Escola Industrial e Comercial, não por falta de matrícula, mas porque entretanto se deu o 25 de Abril e deixou de haver diferença entre os cursos ministrados no Liceu ou na Escola como também era designada na altura.
Assim no meu restante percurso escolar fui sentindo um vazio, de que não sabia fazer nada de concreto, ou seja, sentia que sabia ler e escrever minimamente, que adquiria conhecimentos em diversas áreas que contribuíam e enriqueciam a minha cultura geral, mas que o mundo do trabalho não se iria contemplar só com isso.
Na Força Aérea encontrei uma formação especializada, isto é, aprendi a fazer qualquer coisa em concreto, que até no caso de não optar pelo Quadro Permanente me seria útil para concorrer no mercado de trabalho civil.
Assim não posso deixar de pensar se os nossos actuais cursos do C.F.M.T.F.A. e outros não têm uma quota parte de especialização tecnológica. Concerteza terão, e será uma questão de avaliação por uma equipa conjunta e independente que após análise de todos ou alguns dos cursos leccionados na Força Aérea, se pronunciará sobre a necessidade de introdução de mais alguma componente para que possamos também ter acesso ao nível quatro. Mas se nenhum dos cursos actuais se inserir no que atrás digo, partamos então para a introdução de alguns dos que estão em carteira no sítio da Universidade de Aveiro e/ou outros, por exemplo Instalações Eléctricas e Automação. E penso em automação porque hoje em dia é uma preciosa ajuda para a nossa bolsa e para o ambiente. Pelo que li e percebi nos documentos colocados à disposição estes cursos vão dar “ mãos para trabalhar “ tal como acontecia nas tão famosas Escolas Industriais e Comerciais. Haverá pois enorme vantagem em inserir estes cursos na Força Aérea uma vez que conferem nível bastante apetecido ( quatro ) e acesso ao Ensino Superior. No entanto também seria vantajoso para a Força Aérea dispor desta oferta de Cursos de Especialização Tecnológica pois assim veria certamente aumentar o número de candidatos para ingresso nas fileiras, e também o prestígio das suas Escolas e da Instituição.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
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